sexta-feira, 21 de março de 2008

Ensaio sobre a MINHA saudade

Saudade do tempo que ainda acreditava no ser humano.
Saudade do tempo que a vida parecia uma simples roda gigante (ela continua sendo uma roda gigante mas só não me avisaram que ela quebra nos piores momentos, sejam eles ventos fortes, chuva intensa...).
Saudade dos tempos de criança e viver sem preocupações, contas pra pagar, precauções.
Saudade de planejar a vida e vê-la acontecendo perfeitamente na minha cabeça.
Saudade do tempo em que o amor parecia ser um mar de águas calmas, onde não SE precisava lutar contra, nem sair de redemoinhos e nem afundar em buracos. Era só senti-lo!
Saudade do tempo que a vida era inventar outras ou imitar algumas.
Saudade do tempo que tudo parecia se resolver num estalar de dedos.
Saudade de amar sem medo, de ficar pensando que o príncipe ia aparecer.
Saudade de pensar no ser amado sem decepções, como se ele fosse o cara perfeito.
Saudade de beijar na boca sem a necessidade de mãos bobas (adoráveis!), porém a saudade é de sentir o gosto que o beijo tem.
Saudade de namorar debaixo do bloco.
Saudade dos tempos de colégio.
Saudade dos caras da banda que passava às tardes ouvindo.
Saudade de pensar que o cara podia ligar a qualquer momento e ficar naquela ansiedade boa.
Saudade de ter borboletas no estômago, sentir frio na barriga quando via o carinha que era afim.
Tenho saudade de muita coisa e muita gente. A vida me deixou um pouco mais dura, um pouco mais tolerante. Saudade é coisa boa... É coisa ruim! É dolorida... É alegre! Importante pra nos mostrar o quanto somos produto do que passamos!
Saudade, bela ou não, é um sentimento tão estranho, que somente na nossa estranha Língua Portuguesa ela é expressa em palavra!
Portanto, sintam muita saudade!!!

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