Repassei a notícia: mas tinha lido no jornal que ele havia lançado um novo clipe na sexta. Era meio cruel! Confesso não sabia o conteúdo da letra música ou do clipe.
Enfim, a música perdia mais um gênio e o rock perdia mais ídolo (segmento que anda bem carente de coisas geniais). Feitas minhas devidas considerações nas redes sociais, fiquei um dia digerindo bem a notícia.
Dois dias depois, peguei minha seleção de músicas dele pra ouvir. Confesso que não são muitas, pois Bowie sempre foi um ser meio confuso pra mim, apesar de me causar um desconforto e fascínio desde que me entendo por gente: nunca havia tentado compreender sua arte. Gostava de algumas músicas, mas ainda não tinha nem vontade de ter no meu iPod.
Há uns poucos anos atrás me peguei vendo o clipe de Life on Mars?. Aquilo me tocou de uma forma estranha, acho que por perceber que sua pupila esquerda era bem mais dilatada do que a direita (seria daí sua genealidade?). Prestei atenção na letra e me apaixonei. Comecei uma busca de músicas dele.
Ontem, ouvindo minha lista de músicas dele, quando tocou Space Oddity, meu coração parou e entendi porque comecei a gostar desse cara genial: sua música era simples, falava daquilo que o momento demandava, com poesia e uma certa dose de humor, muitas vezes negro, é verdade!
Fui ver o clipe de Lazarus e percebi que sua genialidade era ainda maior. Lançar um canção meio fúnebre no dia do aniversário e morrer dois dias depois. Parece uma despedida poética, de um gênio que foi capaz de captar sempre um tempo presente mesmo que prognóstico fosse ruim.
E assim ele se foi...