quarta-feira, 29 de julho de 2009

E mais dois artistas se vão…





Começo por Farah, minha eterna Pantera. Adorava assitir às Panteras no fianl da tarde na Rede Globo. Acho que foi por causa delas que tenho tanta vontade de entrar para intelgiência, ser espiã. Além de linda, vivia perigosamente. Uma perda que se deu com muito sofrimento, pois morreu de câncer. Seu legado fica: os cabelos loiros esvoaçantes, olhos azuis (?) que brilhavam e uma beleza de arrasar.
A mais célebre, inconfundível e estranha figura dos anos 70, 80, 90 e 00. Com pouquíssima idade, Michael Jackson começou a cantar ainda pequeno, com seus irmãos no grupo chamado Jackson Five. Uma voz linda e afinada desde pequinino, conquistou o seu lugar ao sol artisticamente. Mais que isso: é considerado o Rei do Pop, com a mescla de ritmos inimagináveis, suas inconfundíveis coreografias e suas bizarras atitudes. Saiu da vida; vira um mito!
Pra mim, principalmente na minha infância, Michael Jackson fez realmente parte da minha vida. Lembro-me de dançar suas músicas durante o recreio do colégio (ele sempre foi mais tocado que Madonna por lá), de ir comprar sapatilhas parecidas com as dele pra fazer o incrível deslizamento pra trás (mais tarde chamado Moonwalking), de ter ficado sem dormir por ter assistido ao vídeo clip deThriller quando passou no Fantástico e ter ido pra cama dos meus pais de medo, de ter estar passando por um supermercado e visto o LP (SOU VELHA!) do BAD e até minha querer comprar, ouví-lo inúmeras vezes… Nossa! É tanta coisa que me lembro de Michael Jackson está permeando ali, com suas canções inesquecíveis, seu talento irrepreensível…
Pena que sua biografia inegável, seus recordes de vendagem de discos, seu sucesso tenham sido manchados, nas últimas décadas, por suas excêntricidades, para não falar loucuras. A modificação completa do rosto, cabelo, a brancura, a forma como levava sua vida, envolvimento com crianças e justiça, coisas que não se pode querer de ídolo.
O homem se foi, sua obra e seu legado ficaram. Quero sempre ter na minha cabeça aquele negro cantando e dançando divinamente, de um carisma e talento inimagínaveis. Que Deus o acompanhe! Ele deve ter se encontrado com John Lennon, George Harrison e Elvis Presley, seu sogro.
Um ciclo se encerra e a espera de outro gênio como ele continua!
Bom final de semana

segunda-feira, 23 de março de 2009

CLODOVIL

Acho que só esse nome já diz muita coisa. Ele passou a ser sinônimo de moda, polêmica, arrogância, desafios, glamour… Clodovil era um ser que deixou muitos desafetos, mas acredito que deixou muitos admiradores, entre eles eu sou uma e fervorosa.
Ainda muito pequena, lembro-me de ficar admirada com os desenhos de roupas e as dicas de moda que dava às telespectadoras no saudoso TV Mulher. Ele, juntamente com outros nomes, me fez gostar de moda, entender o que é a moda e a que ela se propõe.
No seu programa na antiga Rede Machete, que não me lembro o nome no momento, sempre que pode colocou seus entrevistados em posição difícil, mas sempre esperando que tal pessoa se posicionasse, mesmo sabendo que muitas vezes isso não aconteceria.
Polêmicas eram seu ponto forte, sejam criticando pessoas, situações cotidianas ou coisas: nem sempre de um modo delicado, inúmeras vezes de forma indelicada, mas sem perder a pose. Para ele era a sua verdade. Já ofendeu uma deputada ao chamá-la de feia, a fez chorar em Plenário. Inocente ela, uma vez que em já sabendo de sua língua ferina, devia ter passado por cima e não levado tão a sério.
Levar Clodovil a sério… Isso era o mal de muitos! Ao invés de ouvi e achar graça, simplesmente o respondiam fazendo com que inflamasse mais a sua inteligência, sua língua afiada e sua irônia… Adorava esses embates!
Clodovil foi vítima de sua própria fama, de uma vida atribulada, com frases de efeito, que uma, em especial ficou com um lema pra mim, que adorava o luxo, era de extremo bom gosto. Amava o que era bom da vida, mas modéstia e cautela realmente não eram suas virtudes.
Me entristeceu muito sua morte, pois sei que ficaremos órfãos de uma figura emblemática, da qual ninguém passava impunimente; senão todos, a maioria dos brasileiros sabia quem ele era, amando ou odiando, ninguém era indiferente a ele. Esse sim foi uma pessoa célebre!
Vai com Deus e descanse em paz!